Papa é muito mais que um chefe de Estado

"Bento XVI é muito mais que um chefe de Estado." Palavras do presidente norte-americano, Barak Obama, em entrevista concedida na Casa Branca a um restrito grupo de jornalistas, entre os quais uma correspondente da Rádio Vaticano.
O papa receberá Obama no dia 10, no Vaticano, ao final da reunião de cúpula do G8, e o presidente dos EUA disse que está muito ansioso para discutir com o pontífice como relançar o processo de paz no Oriente Médio.
Obama recordou ter tido uma "maravilhosa" conversação telefônica com o pontífice, logo após sua eleição presidencial, e de estar de acordo com ele sobre como enfrentar a crise no Oriente Médio: "O que os Estados Unidos podem fazer, sem impor a solução, é colocar um espelho diante de israelenses e palestinos para mostrar as conseqüências de suas ações. Este é o tema sobre o qual estou ansioso para discutir com o Santo Padre, que, creio, compartilhe a minha opinião".
"Politicamente, acrescentou Obama, vejo o encontro com Bento XVI como um colóquio com um chefe de estado estrangeiro, mas tenho consciência de que, naturalmente, é muito mais que isso. Entendo bem a influência que o papa tem muito além dos confins da Igreja Católica. O pontífice desfruta do meu máximo respeito pessoal, como pessoa que alia uma grande cultura a uma grande sensibilidade."
O presidente norte-americano citou ainda a obra que o papa desempenha em prol do diálogo interreligioso e fez votos para encontrem, juntos, temas sobre os quais colaborar por muito tempo: da paz no Oriente Médio à luta contra a pobreza, das mudanças climáticas à imigração. "Todos âmbitos nos quais o papa assumiu uma liderança extraordinária" – destacou Obama.
Sobre temas polêmicos, como aborto e bioética, o presidente dos EUA garantiu que não ignorará as críticas da Igreja: "Defenderei sempre com força o direito dos bispos de me criticarem, inclusive com tons exaltados. E ficaria feliz em acolhê-los aqui na Casa Branca, para falar de temas que nos unem e que nos dividem, em uma série de mesas-redondas. Todavia, sempre haverá âmbitos nos quais não será possível encontrar pleno acordo".

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